sexta-feira, 18 de julho de 2014

Brasileirão 2014: Flamengo 1 x 2 Atlético-PR

O que de pior se temia, aconteceu: Ney Franco teve 30 dias à disposição para colocar em campo um time minimamente competitivo e o que se viu foi terrível.

O Flamengo perdeu mais uma no Brasileirão, o treinador ainda não conseguiu a primeira vitória e segura a lanterna do Brasileirão. O futuro é sombrio: o próximo jogo será contra o Internacional fora de casa e, calculando pelo último campeonato brasileiro, o Rubro Negro vai precisar de pelo menos 50% de aproveitamento a partir de agora para não acontecer o maior vexame da sua história.

Todo aquele discurso pós-jogo contra o Cruzeiro não surtiu efeito. Pelo visto Ney Franco não tem capacidade de afastar os veteranos e jogadores lentos do time, então é papel da diretoria assumir a responsabilidade e limpar o elenco, se não querem tirar o Flamengo da galeria honrosa dos clubes que nunca foram rebaixados.

Não dá pra contar com André Santos, com Elano de segundo volante. Éverton já pode jogar de lateral, porque tem feito péssimas partidas. Felipe já havia falhado no lance anterior ao primeiro gol. Ele que foi afastado, ganhou a titularidade na última semana de treino. Lucas Mugni bem ou mal tem que ser o titular, ou o Flamengo vai continuar abusando das ligações direta pro ataque?

A boa análise feita pela turma do "Sócios pelo Flamengo" concluiu que ficou um buraco no meio de campo na quarta-feira, obrigando Alecsandro a voltar toda hora para tocar na bola. Falha corrigida apenas com a entrada do Luiz Antônio e do próprio Mugni.

Além de Canteros, Eduardo da Silva foi contratado. Bolaños também estaria certo. São bons reforços, mas o melhor reforço mesmo seria o afastamento de atletas que "não estão nem aí pra porra nenhuma", segundo revelação do próprio Ximenes antes do intervalo da Copa.

Ney Franco já pode comandar a barca, de preferência com os mesmos jogadores que colocaram o Flamengo nessa situação, sendo premiados com a titularidade na estreia.

Um comentário:

João Duarte disse...

André, estive lá em Macaé e a impressão foi pior ainda.

Antes de Paulinho sair com lesão o time jogava na pratica com 3 linhas. A primeira, tinha Wallace aberto na direita e Samir na esquerda, no meio Chicão e Recife (que subia um pouco mais para compor a linha do meio campo em algumas jogadas). Quando o time recuava, Leo e André Santos voltavam às laterais e os 3 zagueiros centralizavam, com o Recife indo a frente dar o primeiro combate. No meio campo outra linha de 4 com Leo e Andre santos nas pontas e Elano e Recife. Na frente, Everton pela direita, Paulinho na esquerda e Alecsandro centralizado.

O problema é que a linha central ficava na linha do meio campo enquanto a outra ficava na altura da área, deixando um buraco enorme no nosso meio campo. As nossas únicas jogadas eram os "lançamentos" de Elano ou uma eventual subida dos alas. O Everton ainda voltava pra tentar criar alguma coisa, mas claramente sem competência para isso. Com Elano errando tudo e os Laterais sem vontade alguma, simplesmente não criávamos nada e víamos um buraco entre meio e ataque. E pra piorar, quando um pegava a bola, os outros se afastavam ao invés de chegarem para dar opção de jogada.

Mas a coisa que mais me preocupou foi ver o banco de reservamos no final do jogo. Enquanto o do time paranaense estava todo de pé, pedindo o fim do jogo, o do Flamengo estava inteiro sentado, resignado. Parecia que a derrota já era certa, ninguém ali parecia ter esperança de um empate ao menos, ou ninguém parecia se importar... Dentro de campo a mesma coisa, nenhum jogador pedia a bola, nenhum gritava com o outro tentando corrigir algo.

O time é ruim, mas da pro gasto. Taticamente está perdido, mas da pra achar. Mas o time não quer. E se não quer, não temos chance.