domingo, 26 de agosto de 2012

Troféu José Finkel: por 19 pontos, Minas campeão


Por 19 pontos o Minas conquistou o Troféu José Finkel da Natação, que foi disputado na piscina de 25m do Sesi em São Paulo. O Flamengo perdeu o título por um quarto lugar não conquistado, que dariam 20 pontos, pela Daynara de Paula ter sido poupada nos 100m livres, quando teria tudo para conquistar um pódio, e claro, pelo fracasso das estrangeiras contratadas.

As holandesas do Minas fizeram a festa, e das oito provas que nadaram, conquistaram quatro recordes sul-americanos e dois do campeonato. Sem contar a participação e a quebra do recorde sul-americano nos revezamentos 4 x 200m livre, 4 x 100m livre e 4 x 100m medley, onde a pontuação é em do dobro.

Frederike Heemskerk foi a atleta mais eficiente do campeonato com 320 pontos. Inge Dekker foi a segunda, com 256 pontos. A Rubro Negra Marieke Gueher foi a terceira, com 219 pontos, Joanna Maranhão a quarta com 150 pontos e Kelly Subbins foi só a sexta mais eficiente com 102 pontos. E o pior, não conquistou nenhum ouro: duas pratas e dois quartos lugares.

Na classificação no masculino, o Flamengo é a melhor equipe do Brasil. Pinheiros terminou em segundo, Corinthians tem terceiro e o Minas em quarto. No feminino, o Minas foi o campeão com quase 500 pontos de frente. O Flamengo terminou em segundo, Corinthians em terceiro e Pinheiros em quarto lugar. Mostra, por exemplo, que o Rubro Negro tem uma equipe mais equilibrada, só precisa acertar na contratação de estrangeiras que fazem a diferença.

Abrindo parêntenses, Minas bicampeão do Finkel, será que vai aparecer algum texto questionando a conquista dos mineiros por ter duas estrangeiras que fizeram juntas 576 pontos, como tentaram fazer no Maria Lenk com o Corinthians e suas excelentes dinamarquesas campeãs mundiais? Ou o discurso só vale quando o Flamengo e Corinthians ameaçam a hegemonia do Minas e Pinheiros na natação? Dessa vez com o clube de minas campeão, tudo certo, tudo ok, né?

Foi um último dia de competição emocionante. Na primeira prova do dia, chance de Kelly Subbins conquistar sua primeira medalha de ouro, depois do melhor tempo nas eliminatórias e semifinal nos 100m costas. Que nada, Fabíola Molina levou o ouro, com a australiana em segundo e Etiene Medeiros em terceiro.

Na versão masculina, boa prova de Léo de Deus com a medalha de bronze.

Nos 50m borboleta, prova decisiva, Mariecke Gueher, ex-recordista mundial, tinha tudo para vencer nadando abaixo do recorde sul-americano, mas acabou perdendo para a holandesa Inge Dekker, que conquistou a bonificação extra. Daynara de Paula terminou em terceiro lugar.

No masculino, vitória de Nicholas dos Santos com recorde do campeonato e dobradinha ao lado de César Cielo.

Nos 800m livre, show do Minas, que conquistou mais de 100 pontos. Chegou a hora dos revezamentos, hora da decisão.

Logo nos 4 x 100m medley o Minas venceu e bateu o recorde sul-americano, conquistando 140 pontos contra 60 do Flamengo, que abriu com Etiene Medeiros, depois Joanna Maranhão no peito, Marieke no borboleta e Kelly no nado livre.

Péssimo resultado, o Minas abriu 65 pontos e só um milagre salvaria o Rubro Negro no 4 x 100m medley masculino, a última prova do Finkel. Precisaria de um recorde sul-americano, mas só conseguiu um recorde do campeonato. O time nadou com Léo de Deus, Henrique Barbosa, Nicholas dos Santos e César Cielo.

Destaques masculino:

- César Cielo: venceu os três revezamentos que disputou, bateu ainda o recorde sul-americano nos 4 x 50 livre. Como sempre, fazendo a diferença.

- Nicholas dos Santos: um excelente campeonato. Venceu os três revezamentos que disputou, levou duas medalhas de prata, só perdendo para Cielo nos 50m livre 100m livre e ganhou os 50m borboleta quebrando o recorde do campeonato. Deu show nas saídas e mostrou toda sua técnica e nas viradas da piscina curta.

Destaques feminino:

- Joanna Maranhão: como sempre, uma guerreira. Bateu o recorde sul-americano nos 200m costas, saiu com dois ouros e duas pratas. Uma nadadora formidável.

- Etiene Medeiros: por enquanto é a única atleta da seleção feminina classificada para o Mundial de piscina curta que será disputada em dezembro. Conquistou o recorde do campeonato nos 50m costas e ajudou o time a bater o recorde sul-americano nos 4 x 50m livre.

5 comentários:

Esporte Rio disse...

Eu particularmente acho errado a CBDA permitir estas contratações de última hora. Deveriam ter 6 meses de clube para competir.

André Amaral disse...

De quem está falando?

Miguel Gonzalez disse...

Estou falando dos estrangeiros mas me refiro a qualquer um. Contrata-se um atleta em cima da hora que nem conhece o clube para competir e marcar pontos. Qual a finalidade disso? Quanto cada clube gasta? Isso ajuda a natação brasileira? Isso atrai alunos para as escolinhas dos clubes? Não, não, não e não. Por isso acho que a CBDA só deveria permitir atletas transferidos há pelo menos 6 meses. Isso vale para Flamengo, Pinheiros, Minas Tênis, UNISANTA, etc....no Pólo Aquático acontece a mesma coisa!

André Amaral disse...

Eu acho um assunto tão irrelevante.

A CBDA permite a contratação de dois estrangeiros há tanto tempo, e vamos ser francos: não será por isso que a natação brasileira vai melhorar ou piorar.

E outra coisa: os clubes têm apenas dois campeonatos nacionais por ano para aparecerem na imprensa, o resto sempre fica focado nos atletas, qual o problema do clube querer ser campeão brasileiro e usar dos benefícios previstos no regulamento?

Uma coisa não tem nenhuma relação com a outra. Eu, se fosse dirigente de clube, contrataria sempre os melhores estrangeiros para ganhar pontos sim e ser campeão. Ou os clubes só servem para formar atletas e fazer caridade? E a competição? A rivalidade?

Sem contar no crescimento técnico que um atleta brasileiro tem ao nadar contra atletas estrangeiros e até mesmo ser companheiro de uma Jéssica Hardy no revezamento, por exemplo.

Finalidade? ganhar pontos e ser campeão brasileiro. Qualé o crime disso?

Quanto cada clube gasta? irrelevante. São dois campeonatos por ano, duas semanas onde os clubes aparecem minimamente na mídia.

Isso ajuda a natação brasileira? irrelevante. Uma coisa não impede o crescimento da outra.

Isso atrai alunos para escolinhas dos clubes? Na teoria não, mas ser campeão ajuda muito em fortalecer sua marca no meio da natação, com os pais de atletas que vão querer colocar seu filho onde? no campeão brasileiro ou no clube que nem ninguém dá bola?

André Amaral disse...

Veja esse exemplo:

PROCURAM-SE ADVERSÁRIAS

Domínio de Joanna Maranhão no Troféu José Finkel confirma observação feita pelas atletas nos Jogos de Londres: faltam rivais de alto nível.

https://www.swim.com.br/noticias.php?id=57244

E aí? É bom ou ruim para a Joanna ganhar com dez segundos de vantagem sobre a segunda colocada?

Qual a motivação da Joanna em baixar tempo, lutar contra o cronômetro para conseguir o índice sem uma rival a altura? Mesmo que seja uma estrangeira?