segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Taça Guanabara 2018: Flamengo campeão


O Flamengo cumpriu sua obrigação e conquistou a Taça Guanabara de forma invicta e sofrendo apenas um gol.

Jogando no Kleber Andrade, a equipe Rubro Negra derrotou o Boa Vista por 2 x 0 e conquistou pela 21ª vez. Em segundo lugar, bem distante, aparece o Vasco com 12 conquistas.

É a realidade do futebol carioca. Mesmo sem grandes investimentos, o Flamengo manteve a base e mantém a imensa superioridade em relação aos seus rivais. O que não significa certeza de vitória, mas a obrigação de sempre estar à frente destes.

No entanto, o foco hoje do Flamengo precisa ser além-Rio. Mais especificamente o dia 27, data da estreia na Libertadores contra o poderoso e super reforçado River Plate, que vive atualmente má fase: em 16 jogos, são sete derrotas e a 19º colocação no campeonato argentino com 28 clubes.

Após três eliminações seguidas na fase de grupo da Libertadores, o principal objetivo da Gávea deve ser a classificação para as oitavas de final. E para isso é preciso romper com os erros da temporada passada.

Um desses já foi vencido: o mono-esquema. Carpegiani aposta no 4-1-4-1, com Cuellar à frente da zaga, Diego com Éverton Ribeiro e Paquetá com Éverton buscando o diálogo, e Dourado na frente.

Outro bom sinal: em que pese ter alguns pontos fracos no time, os fracassados do ano passado, que eram titulares absolutos, foram embora.

É preciso reconhecer que Cuellar não faz a função sozinha e solitária de ajudar na distribuição. Diego por diversas vezes tem sido o segundo volante, sempre do lado oposto ao colombiano.

Hoje o Flamengo é um time que chega com bom número de jogadores ao ataque e força a marcação pressão. É matemático, quando se joga com um volante.

Problemas são dois: a recomposição precisa ser bem feita, principalmente por ter zagueiros lentos, e o time precisa de toques rápidos e triangulações pra fugir da marcação adversária. E pelo começo de temporada, é difícil chegar nesse nível.

No primeiro tempo faltou ser mais agudo, mais vertical, mais ameaçador. É realmente difícil jogar contra um time todo fechado. O Flamengo ainda não enfrentou, e dificilmente encontrará adversário disposto a agredi-lo. Por isso as chuvas de cruzamentos, única alternativa diante de um time defensivo e um meio de campo pouco profundo.

Carpegiani observou bem ao trocar o inofensivo Renê pelo agudo Rodinei. Novamente, o risco de sofrer um revés pela zaga lenta deverá ser bem calculado. No entanto, faltando 45 minutos para o título que era obrigação, não havia realmente outro jeito.

Contudo, faltava o jogador que quebrasse a linha defensiva adversária. E esse cara é o Vinicius Jr. A saída do Paquetá não foi bem entendida. Li hoje que pode ter sido um "castigo" pelo jovem jogador ter prendido demais a bola. Por ser.

Éverton, que não seria meu titular, caiu pelo meio e Vinicius Jr brincou pela esquerda. Ele é abusado, desequilibra mentalmente e taticamente o adversário. A marcação já espera a dobra e o espaço aparece. Quando perde a bola, ainda ajuda na marcação, cerca, pressiona e não deixa o oponente respirar.

O gol saiu com passe dos meias Rubro Negros: Diego, brilhante para Réver, e Éverton Ribeiro, perfeito para Vinicius Jr. Faltava esse jogador que faça o facão para receber o passe vertical.

Foram 20 finalizações, 13 de dentro da área, e o primeiro objetivo veio.

Agora é seguir na busca por acertar o time para o dia 27 de fevereiro. Tanto que Cuellar, suspenso para a estreia, deixou o jogo para a entrada do Jonas, que deverá ser o titular.

A foto que ilustra o post é do ótimo perfil: @1985edits.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

NBB 2017/2018: Flamengo 75 x 61 Bauru


Em uma partida bastante disputada, o Flamengo chegou à quarta vitória consecutiva, ao derrotar o Bauru, no Rio de Janeiro, por 75 x 61.

Agora torce por uma derrota do Paulistano, logo mais contra o Vitória, em Salvador.

Marquinhos segue na briga com JP Batista para ver quem será o MVP da Gávea no campeonato. O ala foi o cestinha com 23 pontos e o pivô, que começou no banco para o Varejão, anotou 14 pontos e sete rebotes.

Olivinha segue em bom nível: apanhou 10 rebotes. Varejão fez sua partida mais discreta: quatro pontos e dois rebotes.


O JOGO

O 14 x 6 inicial passou a impressão que seria mais um passeio do Rubro Negro: defesa forte, ataque fluindo com Cubillan no tiro de três e Marquinhos, porém o Bauru reagiu e cortou a diferença para 16 x 12.

A reação paulista continuou no segundo período. Mesmo sem Alex, os jovens Stefano e Maikão comandaram a virada do adversário, que terminou na frente no primeiro tempo por 32 x 30.

O Bauru iniciou o terceiro período com boas jogadas no garrafão, com Hettsheimer abrindo 38 x 32. Marquinhos reagiu com uma bola de três, porém na sequência o pivô paulista acertou uma enterrada para manter-se à frente do placar: 40 x 35.

A virada veio após uma cesta de três de Pillar e um bom arremesso de Cubillan: 42 x 41, na metade do quarto.

No entanto o adversário não se entregaria tão facilmente e voltou a ficar na frente: 45 x 42.

Nova reação Rubro Negra, dessa vez mais consistente, pelas mãos de Marcelinho: uma bola de três e uma assistência no capricho para JP Batista.

Nos segundos finais, Marquinhos matou de três pontos para consolidar o Rubro Negro na frente: 53 x 49.

Com JP Batista em quadra, o Flamengo voltou avassalador no último período, e abriu uma corrida de 16 x 3: 69 x 52. Só permitindo três pontos do Bauru por mais de seis minutos.

E fechou a partida em 75 x 61.

Próximo jogo só acontecerá no dia 3 de março, também no Rio, contra o Minas.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

NBB 2018/2018: Flamengo 86 x 66 Franca


Na partida mais aguardada do NBB, um baile Rubro Negro. Jogando para quase 2,5 mil torcedores, o Flamengo atropelou Franca por 86 x 66 e segue na vice-liderança do campeonato.

Com uma defesa forte, cada troca de bola francana era perseguida por uma intensa marcação do time da Gávea, que forçava diversos erros de passes e chutes imprecisos da equipe paulista.

Mas no ataque o Flamengo ainda forçava bolas e só destravou com a entrada de Marcelinho, o grande nome da noite. Se a expectativa era grande para o duelo entre Varejão e Leandrinho, o capitão de 42 anos foi o destaque com 20 pontos (6/10 na linha de três).

Outro da velha guarda do basquete Rubro Negro, Olivinha, que não vinha fazendo bons jogos e pegou banco pro Rhett, voltou a ser o jogador que todos esperam, anotando 15 pontos e 12 rebotes.

Varejão foi bem mais útil que Leandrinho. O pivô por um ponto não alcançou o duplo-duplo: nove pontos e 12 rebotes.


O JOGO

Anderson Varejão iniciou dominando o garrafão, arrumando boas jogadas com Olivinha após a dobra na marcação, e Cubillan, com uma bola de três, colocou o Flamengo com 9 x 4. E poderia ter sido melhor, se Marquinhos não começasse errando os quatro lances livres que teve direito e a equipe não acertasse apenas 32% dos chutes, ou 18/57.

No entanto, Marquinhos se recuperou, matou sua primeira bola de três e no estouro do cronômetro JP Batista fez 18 x 6 para encerrar o primeiro período.

Leandrinho terminou zerado (0/8) e os paulistas com nove errados nos primeiros dez minutos.

Com 22 x 8 no placar, a defesa Rubro Negra seguia sufocando Franca. Rafael Luz entrou, mas ainda fora de ritmo não apresentou qualquer boa opção ofensiva.

O Flamengo pecava nos tiros de três. O aproveitamento era de 1/12, até Marcelinho entrar e desafogar. Na primeira bola, um belo chute de três. Na sequência, Cubillan soltou outra.

E aí ninguém segurou. Marcelinho matou mais duas bolas de três seguidas e o placar que apontava 22 x 11 até a entrada do capitão, foi para 38 x 15.

Isto tudo com Varejão e Olivinha vendo do banco. A dupla que havia anotado 11 pontos e 10 rebotes apenas no primeiro período, não entrou em quadra no segundo período.

Com a tradicional ponte aérea e bons contra-ataques de Rhett, o Flamengo foi para o vestiário vencendo por expressivos 43 x 20.

No segundo tempo, faltando menos de três minutos, o Rubro Negro seguia forte na defesa, forçando diversos erros do adversário. Após o estouro de posse de bola francana, em assistência de Pecos para JP Batista, o Flamengo abriu 31 pontos de frente: 60 x 29, encerrando o terceiro período com 64 x 38.

No quarto final, jogo decidido, porém era necessária uma vitória com placar superior aos 18 pontos, diferença da vitória de Franca no primeiro turno por 100 x 82 para, em caso de empate na classificação, o Flamengo ter a vantagem no confronto direto.

Pecos deu uma bobeada no final, mas, após sofrer falta, no lances livre, Ramon matou a primeira bola e forçou o erro na segunda para o tempo correr e a vitória ser confirmada por 20 pontos de vantagem.

Antes disso, uma das melhores jogadas da noite: a garra de Olivinha para recuperar uma bola, sob olhar incrédulo do Leandrinho e, na volta, outra bola de três de Marcelinho, para enlouquecer a torcida.


PRÓXIMO JOGO

O Flamengo entra em quadra no sábado, também no Rio, para enfrentar o Bauru, às 14h.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

NBB 2017/2018: Caxias 75 x 98 Flamengo


O Flamengo volta do Sul do país com duas importantes vitórias, após o revés contra o Paulistano.

Nessa quinta-feira, o Rubro Negro derrotou a complicada equipe do Caxias por 98 x 75 e torce hoje por uma vitória do Mogi, terceiro colocado, frente ao Paulistano, na casa do líder, para voltar ao topo da classificação.

A equipe da Gávea apresentou suas conhecidas características: forte jogo coletivo - sete jogadores com mais de oito pontos, alto número de assistências - 28 assistências (o clube agora tem as três melhores marcas do NBB: 32, 31 e 28) e tiros certeiros na linha de três pontos: no primeiro tempo foram 9/12.

Arthur Pecos foi o cestinha, pela primeira vez no campeonato, terminando com 20 pontos, quatro assistências e quatro roubadas. 

Após os 15 pontos contra o Joinville, Anderson Varejão repetiu a dose e voltou a marcar o mesmo número de pontos contra o Caxias.

José Neto alterou o time titular, iniciando com Rhett no lugar de Olivinha, que vem bem abaixo nos últimos jogos. Porém, o americano não foi tão bem. Do banco, Olivinha terminou com 12 pontos e cinco rebotes.

JP Batista segue sendo o rei das assistências da equipe. Foram sete, com oito pontos e quatro rebotes.

O primeiro tempo do Flamengo foi avassalador. As nove bolas de três do time em todo jogo foram matadas nos vinte minutos iniciais. Com apenas um erro, o Rubro Negro amassou o Caxias, indo para o vestiário vencendo por 55 x 28.

E coube apenas administrar o segundo tempo, perdendo por 47 x 43.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Cruzeiro tenta reverter estaduais esvaziados com arquibancadas lotadas

O que dizer então desses quatro meses com os irrelevantes e irritantes estaduais, que não atrai e não interessa? Cujos jogos só interessam realmente a torcida na fase final?

O Cruzeiro vem tentando reverter essa ideia de estádios vazios durante o estadual.

E aqui vale uma observação: o time mineiro não é exemplo nenhum de gestão do futebol. Devem milhares em contratações, dirigentes falam abertamente que não vai pagar, os salários estão atrasados e mesmo assim trouxeram vários reforços.

Porém, estão tentando fazer algo de novo lá em Minas, pelo menos à nível de arquibancada. Sem entrar no mérito da situação atual de Belo Horizonte em termos de segurança pública e a parceria com a Arena Minas, peculiaridades distantes das vividas no Rio / Maracanã, o Cruzeiro em três jogos levou mais de R$ 100 mil torcedores ao Mineirão. E os adversários foram nada mais nada menos que Tupi, Uberlândia e América-MG.

O clube foi campeão da Copa do Brasil, está na Libertadores e o novo presidente iniciou sua gestão com discurso de ganhar todos os títulos da temporada. Trouxe o Fred, manteve o treinador e os principais jogadores.

Mas só isso é o bastante para levar quase mais de 40 mil cruzeirenses para o jogo contra o Tupi?

Além da euforia pelo time, shows, promoções em bebidas, blocos de carnaval e espetáculo circense têm sido atrações nos jogos do Cruzeiro. A cerveja custa R$ 5, metade do preço normal, e teve show da dupla Henrique e Manoel contra o Tupi. Contra o Coelho, um bloco de carnaval e food trucks foram espalhados pelo estádio e os sócios-torcedores tinham desconto na compra.

O vice-presidente executivo do clube mineiro, Marco Antônio Lage, indica o caminho para encher o estádio no meio de semana, em horário tarde da noite, no site UOL: "Está nos nossos planos levar mais arte e cultura para o estádio. Se tem um jogo à noite, às 21h45, um horário típico, vamos ampliar as oportunidades e o entretenimento para o torcedor. Ele sai de casa ou do trabalho no início de noite e vai ter show, diversidade de comida e bebida. Ele vai ter uma série de opções para curtir".

Palmeiras e Corinthians apostam na fidelidade do seu sócio torcedor para manter os ingressos caros e as arquibancadas cheias.

O Cruzeiro optou pelo seguinte: o sócio que já tem direito a um ingresso liberado, pode adquirir outro pela metade do preço. Após essa compra, o torcedor pode adquirir mais dois ingressos por meio do programa de pontos: 1000 cruzeiros cada um. O que a maioria já tinha, visto que o sócio ganha, na adesão ao programa, 4800 cruzeiros automaticamente.

Ou seja, no último jogo contra o América-MG, o público pagante foi de 28 mil. Cerca de 18,5 foram ingressos "gratuitos" relacionados ao sócio-torcedor. No entanto, houve o ganho esportivo com estádio lotado, o ganho com o programa de sócio-torcedor que cresce a cada dia, e público pagante bem acima da média desse período da temporada.


FLAMENGO

Tudo isso, evidente, para chegarmos até o Flamengo. Que sofre sim, é verdade, pela falta de um Maracanã viável, pelos custos altos, pela violência e abandono com que vive a cidade maravilhosa.

No entanto, se tem alguém que a torcida pode cobrar é o clube que a gente torce. E o Flamengo precisa pelo menos acertar sua parte. Inicialmente, com ou sem Maracanã, é bom que fique claro que o clube não faz a mínima questão de ter torcedor nos jogos do Estadual. E não adianta o argumento de que colocou ingresso a 20 reais e não lotou a Arena da Ilha. A gestão Eduardo Bandeira de Mello nunca escondeu qual era sua precificação desejada: preferia o estádio vazio ou com setor fechado a criar mecanismos para atrair seu torcedor.

Esgotar ingressos na reta final do Brasileiro ou no mata-mata da Sul-Americana não é difícil, trabalho mesmo é levar o torcedor para assistir um Flamengo x Bangu.

E, pelo visto, preferem não ter nenhum. Não será do dia pra noite que esse panorama vai mudar. Será preciso criar uma nova cultura, que foi esquecida nesses últimos anos por uma série de motivos, e que afastou muito torcedor de ir ao estádio em jogos de menor importância. Ou em partidas pelo Brasileiro que muitas vezes não são tão atrativas. Coisa que o Cruzeiro está fazendo agora: cativando seu torcedor para, nos bons e maus dias, não se esqueçam de como é bom e agradável frequentar o estádio.

Infelizmente não há sinal de uma mudança nesse sentido pelos lados da Gávea.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Clubes vetam a tecnologia a favor do futebol e não valorizam seu principal produto

Parte dos clubes de futebol do Brasil deram um passe atrás na modernidade.

Por economia de R$ 1 milhão, 12 clubes decidiram permanecer no retrocesso da não utilização do árbitro de vídeo. Apenas sete foram a favor, inclusive o Flamengo. O São Paulo se absteve.

Alegando os altos custos, esqueceram-se dos diversos prejuízos acumulados por lances que já decidiram partidas decisivas do Brasileiro, cujos erros causaram muito mais danos financeiros do que seria o valor cobrado pela implantação da tecnologia.

O Vasco, um dos que votou contra, teria sido "beneficiado" no jogo contra o Corinthians no Brasileiro passado, por exemplo, quando Jô dominou com o braço e fez o gol. Mas o novo presidente vascaíno, Alexandre Campello, votou contra.

Além do Flamengo, Botafogo, Bahia, Chapecoense, Palmeiras, Grêmio e Internacional foram a favor do VAR.

Votaram contra: Corinthians, Santos, América-MG, Cruzeiro, Atlético-MG, Atlético-PR, Paraná, Vasco, Fluminense, Sport, Vitória e Ceará.

Muitos esperavam que a CBF entraria na jogada, bancando a estrutura que auxiliaria a análise de lances pré-determinados: pênalti, expulsão, gol, identificação de jogador. Seria o justo, até pelo faturamento de R$ 647 milhões da Confederação Brasileira de Futebol.

No entanto, seria pedir muito. Restaria os clubes, os mais interessados nessa história, se unirem em prol da valorização do principal campeonato do país, porém, prefeririam se limitar a justificar os custos - até a Chapecoense, após toda tragédia, aceitou pagar pela tecnologia.

Utilizar o VAR não seria certeza de um campeonato sem erros e imaculado. Até porque é comum comentaristas de arbitragem teimando com a imagem. Mas seria o começo de um processo, que ainda seria regulado com regras claras e treinamentos. Tudo, porém, ficou adiado para o ano que vem.

Ou melhor, o sistema sera utilizado a partir das quartas de final da Copa do Brasil, porém, neste caso, bancado pela CBF.

É de saltar os olhos a forma que os clubes ainda insistem em tratar o produto futebol da pior forma possível, não fazendo nenhuma questão de evoluir, profissionalizar e melhorar o nível do espetáculo.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

NBB 2017/2018: Joinville 81 x 91 Flamengo


Flamengo se recuperou da derrota para o líder Paulistano e conquistou uma importante vitória fora de casa contra o Joinville por 91 x 81.

Foi um jogo parelho, de placar apertado, onde o Rubro Negro só conseguiu abrir boa frente nos minutos finais.


DESTAQUES

Marquinhos novamente desequilibrou. Foi o cestinha com 23 pontos, sendo 10 marcados no período final. Cubillan fez outro bom jogo e anotou 16 pontos.

Anderson Varejão fez sua melhor atuação em três jogos: 15 pontos em 17 tentados, além de seis rebotes.

O time segue no Sul do país e enfrentará o Caxias na quinta-feira. Depois terá uma semana para se preparar para o confronto contra o Franca, no Rio de Janeiro.


O JOGO

A partida começou com o Marquinhos, após os inacreditáveis 37 pontos do último jogo, zerado (0/8). Marcelinho entrou em seu lugar com a mão calibrada e, com o placar apontando 11 x 10 para os donos da casa, anotou duas bolas de três e distribuiu uma assistência, para colocar o Rubro Negro na frente: 20 x 13. E o primeiro quarto terminou em 22 x 15.

Com uma cesta e mais falta de Varejão, o Flamengo abriu sua maior frente: 27 x 18. A defesa da Gávea, no entanto, não funcionava e Joinville cortou a diferença para 27 x 23. Marcelinho resolveu outra vez: matou de três e distribuiu assistência para Varejão, que fez duas cestas seguidas: 34 x 25.

A vantagem de nove pontos novamente despencou. Joinville reagiu e cortou a diferença para três pontos: 36 x 33.

Foi a vez de Marquinhos finalmente entrar no jogo e matar sua primeira bola de três. Na sequência, Cubillan também matou de longa distância e o Flamengo foi para o vestiário vencendo por 42 x 35.

No terceiro quarto, Anderson Varejão começou de titular e o Flamengo viveu seu melhor momento na partida, quando abriu: 59 x 46.

Jogo fácil e vitória garantida? Não!

O final do período foi apertado, o Rubro Negro não conseguia segurar ou ampliar a diferença e foi para o período final vencendo por 65 x 59.

No quarto final os donos da casa encostaram de vez e cortaram a diferença para apenas dois pontos: 69 x 67.

Foi a vez então de Marquinhos e Varejão assumiram a responsabilidade. A dupla fez uma corrida de 12 x 2 (oito pontos do Marquinhos e quatro de Varejão) e o Rubro Negro abriu outra vez frente: 81 x 69.

Dessa vez, finalmente o Flamengo conseguiu administrar a vantagem, que ainda contou com bolas de três de Pecos e Cubillan, para fechar em 91 x 81.

Maracanã descampado: Flamengo e Botafogo, no sábado de carnaval, longe do Rio de Janeiro


O Maracanã está sem gramado. O estádio, vítima da ganância de quem veste terno e gravata, onde a esperança sucumbiu, como diz uma parte adaptada do samba da Beija Flor, não receberá o clássico da semifinal da Taça Guanabara contra o Botafogo, que será realizado no sábado.

A agenda do estádio em fevereiro está lotada. De Wesley Safadão a Phil Collins, de tudo um pouco, menos futebol. Se o Rubro Negro não fosse punido e impedido de disputar o jogo sem torcida presente na estreia da Libertadores, também não poderia jogar no Maracanã no final do mês.

A grama do Maracanã voltará a ser plantada apenas no dia 26, e o local só terá condições de receber jogos por volta do dia 10 de março.

Enquanto isso, ninguém mais fala nada da então nova licitação, que era praticamente certa uns meses atrás, e o consórcio, cujo edital de licitação foi viciado por pagamento de propina paga pela Odebrecht, segue tocando o negócio como se não houvesse acontecido nada de ilegal e fraudulento.

Nas delações de ex-executivos da empreiteira, que foram tornadas públicas, o ex-presidente do consórcio Maracanã S/A, João Borba Filho, relata que a vitória na licitação do Maracanã foi uma das contrapartidas ao suporte financeiro dado ao Sérgio Cabral de R$ 94 milhões em propinas e de R$ 20,3 milhões em campanha para atual governador Luiz Fernando Pezão.

Ainda, Benedicto Junior afirmou que houve propina de R$ 4 milhões em relação à obra do estádio. Já Marcos Vidigal Amaral apontou que Cabral recebeu vantagem indevida para restringir a competitividade da licitação da obra da Maracanã, tudo isso envolvendo o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, órgão que deveria fiscalizar as contas do executivo.

É escabrosa a normalidade dessa gente à frente do Maracanã ainda. E ninguém é capaz de mudar.

NBB 2018/2018: Flamengo 71 x 72 Paulistano


O Paulistano segue, por enquanto, sendo a única equipe que venceu o Flamengo duas vezes nesse NBB.

No primeiro turno, vitória na estreia 72 x 67. Nesse sábado, triunfo por 72 x 71. Foi a 13ª vitória seguida da equipe paulista, que impediu o que seria a 10ª seguida do Flamengo.

Não vi a partida, pelos comentários pós-jogo e análise do scout o grande nome foi Marquinhos, com inacreditáveis 37 pontos. Aproveitamento de 74%, anotando 15 dos 25 pontos do Rubro Negro no período final. Ou: mais da metade dos pontos da Gávea foram marcados por ele.

O grande mérito do Paulistano foi ter impedido o forte jogo coletivo Rubro Negro, que vinha sendo o destaque dos últimos jogos e ninguém, fora Marquinhos, conseguiu dois dígitos de pontuação.

A forte reação no final do Flamengo, que ficou a uma cesta de Varejão da vitória, não tira os méritos da equipe de Gustavo de Conti, que segue sendo o grande nome do basquete brasileiro.

Não vi o último lance, mas, de fato, a bola não poderia ter ido para Ramon tendo 0/14 na partida.

A liderança do NBB ficou complicada pro time da Gávea, após as duas derrotas para o Paulistano.

O time agora jogará duas partidas fora de casa: Joinville, hoje, às 20h e Caxias na quinta.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

NBB 2017/2018: Flamengo 92 x 69 Campo Mourão


Na estreia de Anderson Varejão, mais uma convincente vitória.

Diante de quase quatro mil torcedores, o Flamengo derrotou Campo Mourão por 92 x 69, alcançando a nona vitória consecutiva e permanecendo na liderança do NBB.

Na próxima rodada um dos duelos mais aguardados: jogo contra o vice-líder Paulistano, também na Arena Carioca, no sábado, às 14h.


O JOGO

Mais do que números, a presença de Varejão em quadra foi decisiva para a virada do Flamengo no primeiro quarto. O pivô estreou com o manto Rubro Negro quando o time perdia por 10 x 6 e escolhia opções ruins no ataque, após um mal começo de JP Batista e Olivinha.

Com Varejão em quadra, a marcação do Campo Mourão pressionava na dobra deixando outros jogadores livres no perímetro. O Flamengo aproveitou e matou três bolas de três seguidas (duas de Cubillan e uma de Marcelinho) para virar a partida: 18 x 12.

Foram quatro assistências de Varejão somente no primeiro período.

Quem também entraram muito bem foram Marcelinho e Rhett, que tiveram 100% de aproveitamento: oito pontos e cinco rebotes para o americano e sete pontos e cinco assistências para o capitão Rubro Negro.

Após estar perdendo por 10 x 7 o Flamengo conseguiu uma corrida de 15 x 2 e venceu o primeiro período por 22 x 12.

O segundo período foi de mais uma boa atuação da equipe. Pela primeira vez JP Batista e Varejão atuavam juntos e o resultado foi positivo. Com um um toco e uma boa marcação na defesa, e duas cestas no ataque,  JP Batista fazia a diferença no pesado garrafão Rubro Negro. O Flamengo foi pro vestiário ganhando de 48 x 28.

Além da diferença larga, impressionou o número de rebotes para o time da Gávea no primeiro tempo: 25 x 6.

Anderson Varejão, ainda buscando ritmo, contribuiu com seis rebotes e cinco assistências. Sua primeira cesta foi em contra-ataque, após linda assistência de costas de Marcelinho.

No segundo tempo a diferença chegou na casa dos 29 pontos: 65 x 36. Após rodízio provocado pelo Neto, a vantagem chegou a cair para 18 pontos: 74 x 56. Mas nada que fosse problema. Com uma enterrada na cabeça do adversário e uma bola de três de Rhett e uma bola certeiro de Cubillan, o Flamengo controlou com categoria o final e confirmou a vitória por 92 x 69.


DESTAQUES


Rhett foi o cestinha da partida com 17 pontos. É visivelmente outro jogador. Do tímido e sem opções ofensivas, passou a ser um atleta vibrante, que contagia a torcida com suas enterradas e até bolas de três.

Confira os números das últimas partidas do americano:

- 16 pontos contra o Vitória
- 10 pontos e oito rebotes contra o Botafogo
- 15 pontos e cinco rebotes contra o Vasco
- 17 pontos e sete rebotes contra Campo Mourão

Cubillan também segue em ótima fase, anotando 16 pontos. Marcelinho terminou com sete assistências e JP Batista segue com uma impressionante regularidade: 12 pontos e 10 rebotes.

Após as 32 assistências contra o Botafogo o Flamengo chegou a 31 assistências da noite de ontem, tendo, portanto, os dois maiores números da temporada.