quinta-feira, 25 de abril de 2019

Libertadores 2019: LDU 2 x 1 Flamengo

O tempo apontava 47:32, já chegando nos acréscimos determinados, faltando menos de meio minuto para encerrar o primeiro tempo e ir pro vestiário com 1 x 0 no placar.

Eis que Pará, livre, da defesa, resolve dar um chutão pro ataque.

Na volta, novo bicão de imediato, agora em direção à defesa Rubro Negra. Novamente outro erro crasso do Pará dando condições ao Anangonó. Diego Alves demora a sair, a bola praticamente não quica no péssimo gramado, Léo Duarte, que já havia falhado contra o Peñarol e São José, volta a marcar a bola ao invés do atacante, e o que seria uma boa vantagem, após um primeiro tempo razoável, torna-se em típico prelúdio do vexame que é o Flamengo em Libertadores.

Erro duplo do Pará: chutão desnecessário e condição ao atacante do LDU

É um Rubro Negro que tem horror à posse de bola. Se outrora outros treinadores, em especial Zé Ricardo e Maurício Barbieri, valorizaram excessivamente a posse de bola como se fosse o principal objetivo, dessa vez Abel Braga parece não fazer questão nenhuma de tê-la.

A jogada do Pará era o típico lance onde um time bem treinador, que sabe o que fazer com a bola, consegue sair jogando. Tinha o Cuellar livre pra receber, por exemplo.

Abel não conseguiu organizar a defesa e transformou o Flamengo no time mais vazado entre os que vão disputar o próximo Campeonato Brasileiro. Em apenas 27% dos jogos, segundo o FutDados, o Rubro Negro não levou gol. O Grêmio não foi vazado em 77% das partidas e é o líder nesse quesito.

No Brasileiro passado, o Flamengo foi a terceira defesa que menos sofreu gols. Ou seja, um claro retrocesso.

Agora o treinador resolveu bagunçar também o ataque. Gabigol vinha com a impressionante média de nove gols em 13 jogos. Mesmo na ponta, Bruno Henrique empilhava gols e distribuía assistências.

Eis que, novamente, na Libertadores, Abel resolveu mudar tudo, dessa vez não para encaixar Arrascaeta no time titular, mas para colocar Bruno Henrique para bater de frente com os zagueiros. É verdade que vem sendo o artilheiro da equipe, mas é marcante como fez o resto das peças ofensivas caíram de produtividade. Valeu a pena?

Com o uruguaio em campo, Abel fez questão de colocá-lo na ponta esquerda, com Éverton Ribeiro centralizado e Gabigol de ponta direita, repetindo o mesmo erro contra o Peñarol, de fazer Gabigol correr para marcar lateral e foi expulso nessa tentativa maluca.

No começo da temporada, Bruno Henrique jogava aberto de ponta e toda sua potencialidade era explorada. Da mesma que Gabigol pelo centro, sempre com ótimo posicionamento para cair nos espaços vazios, justamente por ser um atacante de velocidade.

Deu certo contra o Vasco, foi uma equipe de muita movimentação, mas Abel é incapaz de corrigir quando as coisas não dão certo.

Segundo o @OptaJavier, o Flamengo trocou apenas seis passes dentro da área do LDU. Na Libertadores a média era de quase 29 por partida.

Quando Arrascaeta saiu no intervalo, Diego entrou jogando centralizado e não de ponta, como vinha atuando o uruguaio. E Everton Ribeiro foi para ponta direita. Quando Bruno Henrique saiu, entrou Vitinho, um ponta, e não um atacante. São coisas inexplicáveis.

Diego que entrou para tentar dar volume ao meio de campo, piorou a situação. Ficou evidente a dificuldade em dar prosseguimento nas jogadas. Foram vários os lances onde Vitinho corria para buscar no espaço vazio, porém não recebia a bola. Diego preferiu girar, retardadar, a dar o passe.

O roteiro agora se assemelha muito à Libertadores de 2017. A diferença agora é que quem joga em casa na próxima rodada é o favorito pra vencer. Ao contrário daquele ano, quando o Atlético-PR conseguiu uma surpreendente vitória no Chile.

O Flamengo terminou a rodada líder do grupo, faltando uma rodada e precisando apenas de um empate fora de casa para garantir a o primeiro lugar. No entanto, qualquer Rubro Negro sabe que o risco da eliminação é gigantesco, tamanha a dificuldade do time da Gávea em saber jogar a Libertadores, especialmente em situações bastante adversas.

Classificando ou não, a avaliação deveria ser ampla sobre a atuação do time. São quatro meses de trabalho, pouquíssimos bons momentos e várias indefinições. Até mesmo na goleada contra San José, o time apresentou 45 minutos bem ruins, mais evidente no sistema defensivo.

O que poderia ter sido já uma classificação encaminhada desde o jogo contra o Peñarol no Maracanã, agora terá que focar além dos uruguaios fora de casa, três partidas duríssimas pelo campeonato brasileiro: Cruzeiro em casa e Inter e São Paulo fora. Capaz do Flamengo chegar na última rodada da Libertadores com três derrotas no Brasileiro e a moral baixíssima para o confronto decisivo.

terça-feira, 23 de abril de 2019

LDU promete propor o jogo contra o Flamengo. Grande problema equatoriano é a falta de pontaria


Após amargos oito jogos sem vitória: cinco jogos pelo nacional e três pela Libertadores, o LDU voltou a vencer.

No último sábado, jogou completo e saiu vitorioso no clássico contra o Emelec, que estava em décimo lugar, ao vencer de virada por 2 x 1. Mesmo com os três pontos, o LDU ainda ocupa a oitava colocação. Em dez rodadas, foram quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas.

Em entrevista coletiva nessa segunda-feira, o meia Anderson Júlio afirmou que não acredita que o Flamengo tentará propor o jogo:

"Temos que propor o jogo, não podemos deixar que seja o Flamengo a fazer isso em nosso campo. Não acredito que eles vão sair para jogar de igual para igual, mas se fizerem isso, vamos aproveitar os espaços que nos derem. Precisamos vencer as duas partidas em casa, estamos com essa mentalidade para avançar".

No Maracanã, o Flamengo teve quase 70% de posse de bola, recuperou 60 vezes a bola no campo do adversário e não permitiu que os equatorianos jogassem.

Contra o Emelec, o LDU teve 51% de posse de bola, com 17 finalizações e simplesmente 15 erradas. As duas que acertou, fez o gol. A má pontaria do adversário do Flamengo tem sido recorrente.

Na rodada passada, no empate em 2 x 2 contra o El Nacional fora de casa, acertou também apenas duas finalizações em 15 tentativas. Contra o Técnico U, no empate sem gols em casa, foram três finalizações corretas em 11 chutes. Contra o Barcelona SC fora de casa, no empate em 1 x 1, apenas um chute certeiro.

O jogo dessa quarta-feira é decisivo para o LDU, que precisa de qualquer forma da vitória para se manter vivo na Libertadores. A imprensa local acredita que os donos da casa irão partir pra cima do Flamengo, sufocando desde o começo em busca do gol. Mas cobram uma maior efetividade no ataque.

Restará ao time da Gávea aproveitar o desespero equatoriano, segurar a pressão inicial e matar o jogo com sua força ofensiva.

Marcos Braz coloca o estadual em seu devido lugar: "Carioca não satisfaz o Flamengo"


O Flamengo já está em Quito para o decisivo duelo contra o LDU, nessa quarta-feira.

Para conseguir a classificação com uma rodada de antecipação e evitar transformar o duelo contra o Peñarol, fora de casa, na última rodada, em final de Copa do Mundo, o Rubro Negro precisará de apenas um empate contra os equatorianos.

Aparentemente o Flamengo tem consciência de qual competição é a prioridade. O discurso antes do segundo jogo da final do Estadual de que o foco era a partida contra o Vasco e que deixaria a Libertadores para depois, foi apenas para os jogadores não entrarem em campo pensando que o título carioca estava definido.

Em entrevista ao jornal O Globo dessa terça-feira, o vice-presidente de futebol Marcos Braz afirma que a conquista do estadual não satisfaz o clube:

"O Flamengo é um monstro que ganha títulos. E se faltar ele fica com fome. Mas a gente precisa de um título maior. A gente gosta do Estadual, mas precisa de um título nacional ou internacional".

Esse deve ser o pensamento. Tamanha facilidade que foi para ganhar o estadual deve servir de nítida percepção da relevância e peso que o campeonato carioca precisa ter nessa temporada.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

As capas dos jornais dessa segunda-feira: Flamengo campeão estadual 2019

Confira as capas dos jornais dessa segunda-feira, 22 de abril de 2019, após o Flamengo vencer o Vasco outra vez e conquistar mais um campeonato carioca:


(via @futpapers)

Estadual 2019 - 2º jogo da final: Flamengo 2 x 0 Vasco - MENGÃO CAMPEÃO


Nesse domingo o Flamengo conquistou seu 35º Campeonato Carioca, ao vencer o Vasco por 2 x 0, repetindo o placar do primeiro jogo.

Foram seis gols em dois jogos, sendo que dois foram anulados. Um absurdamente e o outro corretamente.

Pela primeira vez na temporada o Rubro Negro não sofre gols em dois jogos seguidos.

O time da Gávea não é vencido pelo cruzmaltino em uma decisão há 31 anos. Foram 11 conquistas nas últimas 21 edições, com direito a dois tricampeonatos.

Nesse Carioca, nos nove clássicos, o Flamengo venceu cinco, empatou três (dois com time reserva) e perdeu para o Fluminense gol um gol no finalzinho, em um jogo atípico, dias depois da tragédia que ceifou a vida de dez crianças. Se não fosse essa derrota, o Rubro Negro teria sido campeão invicto.

Há muito tempo não acontecia uma final com tamanha discrepância e um título ganho com tanta facilidade. O abismo financeiro e técnico ficou evidente dentro de campo. E até, porque não, prevaleceram a organização e estratégia.

Ao contrário do jogo da semana passada, e já prevendo a dura viagem até Quito na quarta-feira, não houve marcação alta da equipe Rubro Negra, como de costume. Sem Bruno Henrique, Abel escalou três meias para buscar mais toque de bola e força no meio de campo. Até por isso não foi uma equipe que conseguisse alargar e espaçar o campo.

O Vasco precisava correr atrás do resultado, tanto que finalizou mais vezes, igualou a posse de bola e tentava encurtar o caminho do gol pressionando a saída de bola do Flamengo.

Com sua linha defensiva alta tentava encurralar o meio de campo Rubro Negro, usando o impedimento como arma. Mas foi através desse espaço que Arrascaeta, Diego e Éverton Ribeiro buscavam o passe vertical, buscando os vazios deixados pela defesa adversária e contando com atacantes rápidos na frente: primeiro Gabigol e depois Vitinho. O primeiro teve um gol anulado corretamente, o segundo sacramentou a vitória e o título. Os dois no mesmo estilo.

O Flamengo até sofreu: Diego Alves fez grande defesa e René salvou em cima da linha, mas sabia que era mais time em campo e tinha jogadores que poderiam decidir a qualquer vacilo cruzmaltino. Dito e feito!

O estadual para o time da Gávea tem se transformado ano após ano em obrigação. Tanto que na temporada passada Zé Ricardo foi demitido ao ser eliminado pelo Botafogo. Ser campeão tornou-se cumprimento de protocolo. Perder o título seria um vexame.

No entanto, em ambas as situações não garantem paz e tranquilidade para a sequência do ano. Evidentemente que perdendo o clima seria insustentável. Mas ganhando, a comemoração também não merece grandes festas efusivas, principalmente porque logo ali, na quarta-feira, tem uma partida decisiva contra o LDU, onde basta o empate para garantir a classificação sem precisar de qualquer resultado contra o Peñarol na última rodada.

A sequência agora não permitirá qualquer descanso: serão quatro viagens nos próximos cinco jogos: LDU, fora de casa, depois Cruzeiro no Maracanã. Em seguida: São Paulo, Inter e Peñarol, todos longe do Rio de Janeiro.

domingo, 21 de abril de 2019

NBB 2018/2019 - Quartas de final: Flamengo 91 x 65 Corinthians


O Flamengo simplesmente varreu o Corinthians por 91 x 65, fechou a série semifinal por 3 x 0 e está classificado para a semifinal do NBB.

O adversário sairá do confronto entre Pinheiros e Botafogo. A equipe paulista lidera a série por 2 x 1 e o quarto jogo será no Rio de Janeiro.

O Corinthians conseguiu equilíbrio por apenas dez minutos, quando viu o Flamengo vencer o primeiro quarto por 19 x 17.

À exemplo do jogo passado, quando o duelo estava equilibrado e apenas no período final o Rubro Negro deslanchou com uma corrida de 18 x 2, dessa vez o Flamengo decidiu o jogo logo no segundo quarto com um 17 x 0 para liquidar a fatura.

Isso sem Marquinhos e Olivinha em quadra, mas tendo Balbi, o maestro da Gávea.

Foram 5/10 em bolas de três da equipe da Gávea somente nesse segundo quarto, com 18 pontos da dupla Balbi / Jhonatan.

Com 29 x 11 no período, o Flamengo foi para o vestiário vencendo por 48 x 28.

Na volta, o Corinthians ainda tentou encurtar a diferença, que caiu para 13 pontos. Gustavo de Conti, que não dá sorte para o azar, de imediato paralisou o jogo para reorganizar sua equipe.

A forte rotação Rubro Negra deixa qualquer adversário em apuros. Do banco, Nesbitt entrou e tratou de esfriar a reação adversária e a diferença voltou para a casa dos 20 pontos.

Mesmo com a vantagem, o último quarto foi de jogo sério para o Flamengo. A síntese disso é Olivinha que, mesmo com o placar largo, se jogou na mesa de controle para recuperar uma bola. Deu certo! Marquinhos ficou com a posse e sofreu falta. O Tijuca veio à baixa.

Segue a foto do lance, clicada por Gilvan de Souza:


O esforço deu resultado e Olivinha foi o cestinha com  17 pontos e seis rebotes. Com Franco Balbi anotando 16 pontos. E em seguida Marquinhos com 15 pontos, seis rebotes e quatro assistências.

Nos rebotes, Varejão foi o destaque com 12, além dos nove pontos. Chegou a 10 rebotes por partida nesses playoffs.

Fica a expectativa agora pelo local da semifinal. Que seja o Maracanãzinho.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Estadual 2019 - 1º jogo da Final: Vasco 0 x 2 Flamengo


Talvez seja inédito na história do Flamengo todos os reforços contratados jogando e decidindo como se estivessem há tempos no Rubro Negro: Rodrigo Caio, Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol são titulares e é impossível imaginar qualquer um desses fora do time atual.

Contudo, a força do talento individual ainda não reflete em jogo coletivo forte. Mas é capaz de decidir jogos, principalmente contra adversários fracos tecnicamente. Quando estes têm pelo menos um nível de organização, ainda podem tentar endurecer certos momentos da partida.

Nesse domingo, nem isso aconteceu. Após o Vasco ter enfrentando o Flamengo com reservas nos dois primeiros clássicos do ano sem conseguir vencer, pela primeira vez o Rubro Negro veio com forma máxima. E foi impressionante a superioridade do time da Gávea.

Por mais que a discrepância financeira seja gigantesca, ainda espera-se que em clássicos e, por ser uma final, o jogo seja equilibrado. No entanto, nem isso o Vasco conseguiu. Foi um domínio há muito tempo não se visto em uma final de estadual.

E olha que o Flamengo nem teve sua melhor atuação na temporada, falhando demais na finalização. Foram 60% de posse de bola, 23 finalizações (apenas cinco certas) contra somente um arremate no gol de Diego Alves.

Abel Braga finalmente parece ter sucumbido ao talento de Arrascaeta. Nesse domingo, no primeiro jogo da final do Estadual, o uruguaio foi titular jogando ao lado do que tem de melhor e vendo Diego ir pro banco. Após o grande jogo contra San José, não havia outra coisa a ser feita.

O que não significa que Diego seja descartado. Pelo contrário, pode exatamente jogar no segundo tempo. Sua entrada nesse domingo, por exemplo, foi fundamental para retomar o meio de campo e matou o ímpeto do Vasco, que tentava diminuir o placar para ter mais chance na partida de volta.

Arrascaeta é sinônimo do passe vertical decisivo, que deixa o companheiro na cara do gol, coisa rara no futebol brasileiro, principalmente por ter atacantes rápidos e que fazem o facão com maestria. A bola pro Gabigol é um exemplo.

Por outro lado, o treinador não parece engessado em suas convicções. Ontem tratou de mudar três jogadores de posição para escalar Arrascaeta na esquerda. Éverton Ribeiro atuou mais centralizado, Bruno Henrique por dentro e Gabigol pela ponta direita.

Óbvio que não de forma estática, mas com o quarteto se movimentando muito e pressionando a saída de bola do Vasco, o que tem sido um dos pontos positivos do Abel. Continuando injustificável não ter usado essa estratégia no jogo contra o Peñarol.

Se no primeiro tempo sobrou posse de bola e faltou finalização - o único chute foi de Bruno Henrique no final da primeira etapa, nos 45 minutos finais o Flamengo aumentou o poder de fogo e viu em Bruno Henrique sua grande arma dentro da área e Arrascaeta com Éverton Ribeiro os maestros desse meio de campo.

Essa insistência com Bruno Henrique, que muitos consideram loucura, surtiu efeito nos dois últimos jogos: foram duas assistências contra o San José (e dois gols perdidos) e dois gols contra o Vasco.

Aliás, é impressionante seu aproveitamento em clássicos: ele marcou dois gols em cada rival carioca em menos de quatro meses de Flamengo.

Abel sabe que Arrascaeta não é Diego, que volta bastante para iniciar as jogadas. Isso significa que quando o uruguaio joga, William Arão precisará ficar mais preso, conservando posição. O que é muito bom.

Não fosse o erro bizarro do juiz após consultar o VAR (será que consultou mesmo? Pois, pelas imagens a tela está travada) o Flamengo teria feito 3 x 0 e liquidada a fatura.

Apenas 10 mil torcedores estiveram no Engenhão. Tudo por uma decisão completamente populista do presidente do Vasco, Alexandre Campello, que decidiu tirar a final do Maracanã, em protesto pelo fato do estádio ter parado nas mãos do Flamengo.

O Vasco não quer jogar no Maracanã, não faz questão nenhuma. Seu único objetivo é impedir que o Flamengo assuma a gestão do estádio.

Além da final esvaziada, o cruzmaltino perdeu a chance de receber uma boa grana: saiu devendo R$ 166 mil, conforme borderô divulgado pela FERJ.

O Flamengo dividiu o prejuízo nesse domingo. E o Vasco dividirá o lucro na semana que vem. Já foram vendidos 20 mil ingressos pro segundo jogo.


domingo, 14 de abril de 2019

Remo: Flamengo é bicampeão do Brasileiro de Barcos Curtos


O Flamengo conquistou no domingo o bicampeonato do Campeonato Brasileiro de Barcos Curtos, a competição mais importante da temporada do remo brasileiro.

Foram nove ouros, cinco pratas e cinco bronzes. O Botafogo terminou em segundo lugar com cinco ouros, quatro pratas e quatro bronzes.

No sábado, o Rubro Negro também levou o Troféu Brasil. Nessa competição os atletas competiram sem distinção de categorias em confronto direto, definindo o ranking absoluto por barcos em cinco provas.

Foram três de ouro, duas de prata e cinco bronze, incluindo um barco misto no Dois Sem Masculino, contra um ouro do Botafogo e um ouro do Corinthians.

Totalizando incríveis 13 medalhas de ouro, sete de prata e dez de bronze em 24 provas disputadas na competição que se iniciou na quinta-feira.

Em 2018, o Flamengo também havia conquistado o Brasileiro de Barcos Curtos com nove ouros nas duas etapas.

O Botafogo, que fora campeão em 2016 e 2017, agora foi vice em 2018 e 2019.




TROFÉU BRASIL

Foram disputadas cinco provas, com o Rubro Negro conquistando três ouros.

No Single Skiff Feminino, o Flamengo dominou o pódio: ouro para Milana Viana, prata para Vanessa Cozzi e bronze para Yanka Britto.

No Dois Sem Masculino, dobradinha com os irmãos Xavier Vela Maggi / Pau Vela Maggi conquistando o ouro e Emanuel Dantas /Vangelys Pereira levando a prata.

No dois Sem Feminino, vitória de Daniele Ramos / Dayane Pacheco.


BRASILEIRO DE BARCOS CURTOS

No domingo foram disputadas 19 provas, e o clube da Gávea levou pra casa 10 ouros.

A primeira vitória da manhã, na competição que foi disputada na Lagoa Rodrigo de Freitas, veio no Dois Sem Junior Feminino, com Evelen Da Silva Cardoso / Mariana Funari Macedo.

O segundo ouro veio com uma dobradinha: no Single Skiff Feminino, Milena Matias Viana em primeiro e Maria Clara Lewenkopf em segundo.

A terceira conquista veio no Dois Sem Feminino Sub-23 com Evelen Da Silva Cardoso /Mariana Funari Macedo.

O quarto ouro veio com uma dobradinha no masculino: na prova dos Dois Sem Sub 23, vitória para Warley Rocha da Costa Vieira/Iago Rodrigues Costa e André Luiz Martins Abreu / Marcelo Augusto Evangelista Ribeiro

No Single Skiff Peso Leve o ouro veio com Vanessa Cozzi.

No Dois Sem Peso Leve, a sexta medalha de ouro vem com Emanuel Dantas Borges / Vangelys Reinke Pereira.

A sétima medalha de ouro veio no Single Skiff Junior com Ana Luiza Aguiar.

No Single Skiff, vitória para Yanka Britto.

Nos Dois Sem Feminino, o nono ouro vem com vitória de Daniele Ramos / Dayane Pacheco.

A décima medalha de ouro veio com três pódios no Dois Sem Masculino: Xavier Vela Maggi / Pau Vela Maggi em primeiro, um barco misto do Corinthiano Gabriel Campos Alves De Moraes e o Rubro Negro Willian Karllos Giaretton e o bronze para o Fabio José Santana Moreira / Vinícios Delazeri.

sábado, 13 de abril de 2019

NBB 2018/2019 - Quartas de final: Corinthians 73 x 92 Flamengo


O Flamengo iniciou as quartas de final do NBB com grande vitória: jogando fora de casa, o Rubro Negro derrotou o Corinthians por 92 x 73 e agora terá dois jogos no Tijuca para fechar a série e se classificar para a semifinal.

Na outro lado da chave o Botafogo se aproveitou do mando de quadra e derrotou o Pinheiros por 91 x 76 e abriu um a zero. Agora serão dois jogos em São Paulo.

O cestinha da partida foi Nesbitt, com 22 pontos.

Mais quatro atletas terminaram com dois dígitos na pontuação: Olivinha com 16 pontos e sete rebotes; Anderson Varejão anotou duplo-duplo com 10 pontos e 10 rebotes; Marquinhos não fez um bom jogo, teve o pior aproveitamento entre os Rubro Negros e anotou 10 pontos e Deryk também terminou com 10 pontos.

Impossível deixar de falar de Franco Balbi, com sete pontos, seis rebotes e incríveis 12 assistências.

Nos rebotes, o Flamengo tem média de 43 por partida, a melhor marca na história do NBB. Porém, nessa tarde, foram apanhados sensacionais 49 rebotes contra 25 do Corinthians.

Fuller foi o grande destaque pelos donos da casa: 25 pontos em 34 minutos.


O JOGO

Os três primeiros quartos foram equilibrados a favor do Rubro Negro: 22 x 20; 42 x 40 e 65 x 59.

Porém, no período final o show foi do Rubro Negro, que mostrou todas suas armas. Foram 5/5 nas bolas de três, 10 rebotes e o Flamengo conseguiu uma impressionante corrida 18 x 2 para abrir frente e fechar com quase vinte pontos de vantagem: 92 x 73.

Agora é hora de lotar o Tijuca na quarta-feira, às 20h. Os ingressos podem ser obtidos on line.

Superliga Feminina de Vôlei B: Valinhos 3 x 2 Flamengo


Na grande final em jogo único da Superliga Feminina B, Valinhos consagrou-se campeão ao derrotar o Flamengo por 3 x 2, parciais de 25 x 22, 25 x 22, 21 x 25, 20 x 25 e 15 x 13. 

As duas equipes já entraram em quadra classificadas para a divisão de elite, porém, prevaleceu o mando de quadra, pelo fato da equipe paulista ter feito a melhor campanha e a experiência em disputar por três anos a divisão principal do vôlei nacional.

As meninas da Gávea lutaram muito, superaram um 2 x 0 adverso e levaram a final para o tie-break disputado até o fim. E que foi decidido em um lance polêmico a favor do Valinhos, que venceu por 15 x 13.

Agora será a hora do marketing do Flamengo fechar patrocínios para reforçar o time de vôlei em sua volta à Superliga Feminina.


O JOGO

O Flamengo começou melhor a partida, abrindo 10 x 5 e depois 14 x 10. Entretanto, os donos da casa equilibraram o placar e viraram para 19 x 16. Um bloqueio Rubro Negro chegou a diminuir a diferença, mas Valinhos finalizou em 25 x 22.

No segundo set Valinhos largou na frente e abriu 17 x 11, mesmo com Angélica virando tudo que via pela frente. Após um pedido de tempo, as meninas da Gávea voltaram melhores e mais concentradas. Com Jéssica e Nayara virando bolas importantes, o Flamengo virou a partida: 20 x 19. Porém Valinhos teve frieza e voltou a liderar o placar para fechar novamente com um 25 x 22.

Com ataques de Jéssica pela ponta e bons ataques pela meia de rede, o Flamengo fez 7 x 6 no terceiro set. Precisando da vitória, Angélica voltou a aparecer com ótimos ataques. A capitã Rubro Negra Nayara também virou bolas importantes e o Rubro Negro abriu 17 x 11. Com um saque errado de Valinhos, o Flamengo fechou o terceiro set 25 x 21.

No quarto set Valinhos iniciou abrindo 4  x 0. Com grandes ataques da Angélica, que chegou a 20 pontos, o Flamengo encostou no placar: 12 x 11. A partida seguia equilibrada e com um ataque de Jéssica, o Rubro Negro virou o placar e abriu frente: 19 x 16. Com ataques da central Natasha as meninas da Gávea fecharam em 25 x 20 e empataram o jogo.

No quinto e decisivo set, Valinhos, experiente após três edições seguidas na elite do vôlei nacional, abriu 6 x 3. Em tie-break a bola é para quem define: Angélica e Jéssica viraram bolas importantes para encostar no placar:  9 x 8. Com 13 x 11, o técnico Rubro Negro Alexandre Ferrante pediu tempo.

Após ataque de Angélica e um ataque pra fora do adversário, o Flamengo empatou: 13 x 13. Com uma bola duvidosa e um ataque de Fran, Valinhos fechou em 15 x 13.